9 de out de 2007

SALA VERDE “JUDITH CORTESÃO”




SALA VERDE “JUDITH CORTESÃO”



Foi inaugurada no dia 28/05/2007 a Sala Verde “Judith Cortesão” da Fundação Universidade Federal do Rio Grande – FURG e Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental – RS.


A Sala Verde da FURG recebeu essa denominação em reconhecimento

a Profa. Dra. Judith Cortesão que doou seu acervo bibliográfico à instituição.

Judith Cortesão foi professora no mestrado em Educação Ambiental Marinha na Universidade Federal do Rio Grande – RS (FURG). Foi assessora de Política Ambiental (Ministério do Meio Ambiente), representante no Pantanal do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN - Ministério da Cultura), diretora do Centro de Estudos Terra/Homem (SPHAN), na Fazenda Pau d'Alho (São Paulo) e representante do Brasil em encontros internacionais relativos à sua principal área de atuação - assuntos do mar - realizados no Canadá, Chile, Japão, Suíça e Quênia. Participou das primeiras expedições brasileiras na Antártida. Na área médica, desenvolveu pesquisas em neuroendocrinologia. É autora de argumentos para vídeo e cinema e de livros e artigos como Juréia (Editora Index), "Tradição e Cultura dos Povos da Floresta" (in Mata Atlântica, Editora Index) e "Leis do Mar para a Comunidade", no prelo. Dama da diversidade e das ciências, Maria Judith Zuzarte Cortesão foi a mulher que contribuiu para o Brasil de forma mais transdisciplinar. Considerava-se brasileira, mas nasceu na cidade do Porto, em Portugal. Seu comprometimento e dedicação pelo país são tão marcantes que já honraram a Judith o título de cidadã honorária do Rio Grande/RS. Cortesão Aprendeu quatorze línguas, dentre elas, árabe, esperanto e chinês. Era formada em Medicina, Antropologia, Letras, Biblioteconomia, Meteorologia, Climatologia e Biologia, com cursos de especialização em Neuroendocrinologia, Genética e Reprodução Humana. Mesmo trabalhando em diversas áreas, sempre teve a Ecologia como principal foco de interesse e atuação. Foi uma das criadoras do programa Globo Ecologia e prestou consultoria a ONGs de renome na área ambiental como SOS Mata Atlântica e Instituto Acqua. Participou de duas expedições brasileiras à Antártida, em 1982 e 1983, e colaborou com a organização dos Museus Oceanográfico e Antártico, no Rio Grande do Sul. Lecionou em dezesseis universidades, inclusive na Sorbonne (França), e na Open University (Grã-Bretanha). Escreveu dezesseis livros, entre eles Pantanal, Pantanais e Juréia. Participou da elaboração de filmes, como Taim, sobre a reserva gaúcha. Com a TV Globo, idealizou dez filmes da Série Viva o mar, viva o povo que vive do mar. Acompanhou missões da Unesco em Portugal e no Brasil.

Era viúva do literato português Agostinho da Silva e filha do renomado historiador Jaime Cortesão.

Segundo Judith Cortesão, "Servir é o mais importante; em seguida vem o compadecimento, depois o maravilhar-se com a natureza e só então o saber".



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