13 de abr de 2008

AES Eletropaulo instala aquecedor solar em favelas

Projeto tem como objetivo auxiliar na redução de até 50% da conta de energia elétrica dos clientes com baixo padrão aquisitivo e com consumo elevado que tiveram as ligações legalizadas.

A AES Eletropaulo, distribuidora que atende 24 municípios da Região Metropolitana de São Paulo - incluindo a Capital -, inicia neste mês de abril a instalação de equipamentos de energia solar nas comunidades de baixa renda que tiveram as ligações clandestinas legalizadas. Inicialmente, será realizado um teste piloto em 20 casas da favela de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, a fim de se ganhar conhecimento e experiência no desenvolvimento da solução para posterior decisão de expansão nas áreas regularizadas. A primeira instalação do aquecedor solar foi concluída na sexta-feira passada, dia 4 de abril, e as outras serão finalizadas até o fim deste mês.

"Após seis meses de testes em Paraisópolis, esperamos chegar junto com nossos fornecedores a um resultado concreto de solução para aquecimento solar adaptado às condições de urbanização de nossas favelas. Esses imóveis possuem peculiaridades de construção e seria bastante oneroso e complexo instalar um equipamento padrão de energia solar nestes locais", explica o gerente de Recuperação de Mercado da AES Eletropaulo, José Cavaretti. Até o fim de 2010, a distribuidora espera instalar dez mil equipamentos de energia solar em favelas e conjuntos habitacionais, com investimento previsto de mais de R$ 15 milhões.

O projeto tem como objetivo auxiliar na redução do valor da conta de energia elétrica dos clientes com baixo padrão aquisitivo e com consumo elevado (acima de 150 kW/h) que tiveram as ligações legalizadas. O foco é ajudar a diminuir o consumo do chuveiro, aparelho elétrico que mais demanda o insumo em uma residência. "Optamos pelo aquecedor solar, pois se trata de uma solução capaz de reduzir em até 50% o valor da fatura dessas famílias", observa Cavaretti.

Durante o processo de teste, técnicos vão explicar às famílias beneficiadas sobre o uso do equipamento. Elas também terão assistência técnica gratuita por dois anos.

"Manter esses clientes com as ligações regulares e como fiéis pagadores, além de resgatar a cidadania, também integra a estratégia da companhia para reduzir o índice de perdas comerciais. É nossa obrigação termos o compromisso de diminuir essas perdas de energia, pois como não são contabilizadas acabam sendo repassadas na tarifa de todos os nossos 5,7 milhões de consumidores", ressalta o diretor de Gestão da Receita da AES Eletropaulo, Charles Capdeville.

Sobre o Programa de Regularização de Ligações Elétricas -A AES Eletropaulo estima que ainda existam 280 mil ligações clandestinas ou "gatos" de energia em sua área de atendimento (24 municípios da Grande São Paulo - incluindo a Capital).

Esses "gatos" representam um risco constante para a segurança das comunidades de baixa renda. Constantemente, o Corpo de Bombeiros registra incêndios na área de atendimento da AES Eletropaulo provocados por gambiarras na rede elétrica.

Além de acidentes, os "gatos" também provocam oscilações de tensão, que podem estragar equipamentos elétricos.

Desde 2004, quando o projeto começou, até o fim de 2007, 200 mil famílias já foram beneficiadas, atingindo uma população de mais de 800 mil pessoas. Foram investidos R$ 80 milhões em reforma e ampliação da rede elétrica e R$ 30 milhões provenientes do Programa de Eficiência Energética em ações específicas voltadas aos clientes. Com essa ação, a empresa recuperou R$ 150 milhões até o fim de 2007.

Só em Paraisópolis, segundo maior núcleo a ser regularizado, foram 15 mil famílias beneficiadas até o fim de 2007 e mais duas mil que terão a energia legalizada em 2008. No local, um posto de atendimento da AES Eletropaulo já está em funcionamento.

A primeira grande comunidade beneficiada por este programa foi a de Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo. No local, 13 mil famílias já foram atendidas e um posto de atendimento da AES Eletropaulo já está em funcionamento. Outro exemplo de sucesso foi no Jardim Pantanal, na Zona Leste de São Paulo. Lá, foram feitas 3 mil regularizações em 2004.

O programa ainda inclui a instalação de iluminação em vielas.

Como é feito?

O primeiro passo do processo de regularização é a aproximação com as lideranças comunitárias para conscientizar a população e cadastrar as famílias. Depois é feita a instalação gratuita dos postes, cabos e caixas de medição.

Para as grandes comunidades o passo seguinte é a inauguração do posto de atendimento Mais Eletropaulo. Nos postos de Heliópolis e de Paraisópolis também foram instaladas uma biblioteca e uma sala de computadores, que pode ser usada pelos clientes que pagam a conta de luz em dia.

A AES Eletropaulo doa o "padrão de entrada" (caixa de medição, "bengala", disjuntor e postinho) necessário para fazer a ligação à rede elétrica. Se tivesse que comprar esse padrão, o morador pagaria em média R$ 650 nas lojas de material de construção. No projeto da AES Eletropaulo, esse equipamento sai de graça, ou seja, não há nenhum custo para essas famílias receberem a energia elétrica regularmente.

Para evitar novas ligações clandestinas na rede elétrica regularizada, a AES Eletropaulo usa o cabo antifurto tipo biconcêntrico. Esse tipo de cabo dificulta o uso de objetos perfurantes como pregos e lâminas, geralmente usados para fazer os "gatos".

Conta de luz

Depois que a ligação é regularizada, o consumidor recebe a conta de luz mensalmente, calculada pela Tarifa Social Baixa Renda para as famílias cadastradas no programa Bolsa Família do Governo Federal ou em caráter provisório por meio de formulário de autodeclaração de renda disponível na empresa. Quem regulamenta a concessão da Tarifa Social Baixa Renda é a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Essa tarifa é aproximadamente 35% mais barata que a tarifa normal.

Nos primeiros três meses depois da regularização, AES Eletropaulo limita a cobrança de no máximo 150 kWh (quilowatts/hora) por mês.

Se o morador consumiu 200 kWh, serão cobrados 150 kWh. Se ele consumiu 90 kWh, serão cobrados somente os 90 kWh.

Durante esses três meses, os funcionários da AES Eletropaulo vão orientar o morador para que ele aprenda a usar a energia com segurança e sem desperdício.

Troca de geladeiras e de lâmpadas

Todas as residências são beneficiadas com a substituição de duas lâmpadas comuns pelas do tipo fluorescente compacta. Ao todo em 2006, foram substituídas 150 mil lâmpadas. Em 2008, serão substituídas mais 150 mil lâmpadas.

Como o desperdício também está relacionado ao mau estado dos aparelhos elétricos, o programa de regularização oferece a substituição de geladeiras e de lâmpadas das famílias mais carentes.

Até setembro de 2008, a AES Eletropaulo pretende substituir 10 mil geladeiras em mau estado de conservação.

Cursos para a comunidade

Para estar no dia-a-dia das comunidades, a AES Eletropaulo também promove cursos de qualificação para eletricistas comunitários, a exemplo do que já foi feito na comunidade de Heliópolis em maio de 2006. Esses cursos são oferecidos nos núcleos regularizados.

(Envolverde/Assessoria)

4 comentários:

Miguel Chaves disse...

Olá Ricardo, tudo bem? Eu sei que já faz um tempinho que você postou esse tópico, mas gostaria de saber se você possui fotos ou resultados sobre essa implantação da Eletropaulo. Muito Obrigado!

Ricardo Ferrão disse...

Olá Miguel. Infelizmente não possuo maiores informações sobre esta matéria.

luiz.paraiso disse...

Olá, Miguel, acredito que o sr Ricardo não possui informações sobre esse projeto porque esse projeto nunca existiu para beneficiar famílias carentes. Inclusive, no local onde ele (Eletropaulo) diz ter implantado tal projeto o mesmo é desconhecido e ninguém nunca ouviu falar da energia solar instalada pela Eletropaulo. O que vem ocorrendo na Favela Paraisópolis é uma pressão da própria Eletropaulo e seus dirigentes para instalação imediata dos medidores de luz, visando apenas o lucro e seu posterior repasse para a matriz da AES nos EUA. Pois, moro na Favela de Paraisópolis e desconheço qualquer projeto da Eletropaulo em benefício da população ou de algum morador. Em diversas reuniões, inclusive com a presença do Procon, Ministério Público e Defensoria Pública, foi solicitado pelos moradores a implantação de placas solares, projetos sustentáveis, voltados para o benefício comum, entretanto, o Sr. José Cavaretti e os demais representantes da Eletropaulo foram e continuam sendo incisivamente contra.
Luiz. E-mail: luiz.paraiso@hotmail.com

luiz.paraiso disse...

Olá, Miguel, acredito que o sr Ricardo não possui informações sobre esse projeto porque esse projeto nunca existiu para beneficiar famílias carentes. Inclusive, no local onde ele (Eletropaulo) diz ter implantado tal projeto o mesmo é desconhecido e ninguém nunca ouviu falar da energia solar instalada pela Eletropaulo. O que vem ocorrendo na Favela Paraisópolis é uma pressão da própria Eletropaulo e seus dirigentes para instalação imediata dos medidores de luz, visando apenas o lucro e seu posterior repasse para a matriz da AES nos EUA. Pois, moro na Favela de Paraisópolis e desconheço qualquer projeto da Eletropaulo em benefício da população ou de algum morador. Em diversas reuniões, inclusive com a presença do Procon, Ministério Público e Defensoria Pública, foi solicitado pelos moradores a implantação de placas solares, projetos sustentáveis, voltados para o benefício comum, entretanto, o Sr. José Cavaretti e os demais representantes da Eletropaulo foram e continuam sendo incisivamente contra.
Luiz. E-mail: luiz.paraiso@hotmail.com