7 de mai de 2007

Mega Campanha promovida pela Sala Verde Ubatuba

Olá amigos!!!

Que tal fazermos juntos uma MEGA CAMPANHA pela parada definitiva de consumo de madeira?

Nas minhas palestras, falo sobre isso, mas atinjo sempre, no máximo, de 60 em 60 pessoas a cada semana, ou quinzenalmente!

CHEGA, de consumirmos a madeira que, mesmo certificada, é cortada da Floresta amazônica! Para se obter uma tábua de cerca de 30 cm de largura, é necessário derrubar uma árvore com 30 a 50 anos de idade, no mínimo! Há trinta anos atrás, havia Plano de manejo nas áreas onde é extraída essa madeira?

Alguém que possua especialização na área florestal argumentaria contra essas afirmações ou poderia enriquecê-las? Forneçam-nos mais subsídios de informações sobre isso, por favor pois, procuro buscar o que posso!

Estamos falando do aquecimento global, da savanização da amazônia e não estamos falando de parar de consumir madeira? Ficamos apenas divulgando os horrores que vão acontecer e não nos armamos para a batalha de fazer parar de cortar tudo o que tem a cor verde, em nome da necessidade da madeira, em nome da limpeza? Chega-se ao absurdo até de cortar em nome do combate à dengue? Que incoerência é essa?

O pinus e o eucalipto, são as únicas madeiras que, pelo menos no Brasil, sabemos que são plantadas pra corte. Se são exóticas ou não e se são monoculturas ou não, cabe aí apenas, exigir dos agrônomos responsáveis por cada agroindustria, a associação correta com vegetação nativa ou outra de produção, mais pertinente. Sobre o consumo excessivo de água pelo eucalipto, já têm sido veiculadas, informações que desmitificam a afirmação.

Aqui, na Sala Verde Ubatuba, a briga foi boa com os marceneiros que foram contratados para fazer as nossas estantes de livros (há dois anos atrás). Queriam fazê-las em "Madeira Boa, madeira nobre", "madeira durável", até que depois de uma longa novela, conseguirmos que concordassem em confeccionar em Pinus.

Temos feito um teste com Pinus exposto a sol e chuva há 6 meses e não tem apresentado sinais de desgaste, apodrecimento, empenamento, etc. e tem sido conservado com verniz misturado a neutrol. Não poderíamos ter nossas janelas e portas nessa madeira? Da mesma forma, o eucalipto tratado tem durabilidade e um belo efeito decorativo, sendo usado por uma tendência arquitetônica bem atual. Se alguém tiver mais informações a respeito dessas madeiras, compartilhe, por favor. Mesmo que não fossem tão duráveis, seria mais ético usá-las e substituí-las quando necessário. Não trocamos carros, roupas, sapatos, computadores, etc??

Vamos organizar uma campanha das Salas Verdes! Em vez de faixas, vamos usar placas nessas madeiras. A estratégia é o planejamento, o marketing, a imprensa e o boom de uma campanha nacional.

Vamos contar com o apoio da DEA para chamadas na MÌDIA internacional, solicitando contribuirções e bloqueios de importadores de nossas madeiras. Mariana, isso é possível?

Pessoal, acho que estamos muito no plano só das redes eletrônicas e das teorias. O movimento ambientalista só ganhou força na época em que todos iam pras ruas e alertavam a opinião pública. Porque parou???

É claro que agora, devemos analisar as coisas sob a ótica social também, enriquecemos com isso mas os movimentos não podem parar! Campanhas e manifestações pacíficas precisam estar mais presentes.

Essa pode ser uma das apresentações da Educação Ambiental difusa que precisamos construir.

Um grande abraço a todos
Vânia Carrozzo
Coordenadora de Educação Ambiental
Sala Verde Ubatuba

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